Chegou o momento, Avianca aposenta os MK28

Depois de adiar por algum tempo este plano, por fim a Avianca encerra suas operações com o MK-28 no Brasil. A aeronave operada pela Avianca, anteriormente OceanAir, encerrou sua operação com o último vôo com passageiros no último dia 24 de novembro. O MK28, como foi conhecido nas operações da Avianca, teve papel importante na aviação regional.

“O avião é meu, eu coloco o nome que eu quiser! Brincadeiras à parte, a alteração no nome foi um pedido do nosso departamento de marketing. E como podemos ver após esses 10 anos, parece que deu certo”, brincou José Efromovich, presidente da Avianca Brasil que atuou como “chefe de cabine” durante o último voo comemorativo do Fokker 100 com a empresa. “Esse voo parte de São Paulo, faz conexão em São Paulo e o destino final é São Paulo”, anunciou o “presidente-comissário” antes da decolagem no aeroporto de Congonhas.

Embora nunca tenha assumido, a escolha pelo nome diferente foi uma tentativa de afastar o jato de seu passado sombrio com a Tam. Os aparelhos da OceanAir e depois Avianca foram comprados da American Airlines.

O motivo da substituição dos MK-28 pelos Airbus A320 seria o alto custo que as aeronaves teriam a partir deste momento. Do total da sua frota, a empresa operava oito MK-28. Segundo a empresa duas aeronaves já foram vendidas para um grupo australiano e as outras seis já estão em negociação.

“Durante dez anos, os MK-28 nos prestaram um excelente serviço. Temos absoluta convicção de que sua contribuição para o crescimento de nossa companhia foi muito valiosa”, destacou o presidente da aérea, José Efromovich.

“Batismo” dos bombeiros de Congonhas, reconhecendo os grandes serviços prestados á aviação regional brasileira

Com design baseado no antecessor Fokker F28, foi lançado em 1983 juntamente com o turboélice Fokker 50. O primeiro voo ocorreu em 1986. No Brasil, a Avianca rebatizou a aeronave com o designador MK-28, antigo Fokker 100 operado por muitos anos pela TAM. Foi a maior aeronave construída pela Fokker.

Com capacidade para cerca de 108 passageiros com razoável conforto, aviônicos mais sofisticados que seu antecessor, o Fokker 28, e a econômica motorização Rolls-Royce Tay 650, com nível de ruído muito inferiores que os turbo-hélices, com cerca de 15.000 libras de potência individual para a decolagem.

A boa combinação de asas retas e motores turbofan potentes e econômicos resultou numa aeronave ideal para operar em aeroportos com pistas de médio tamanho, dando o conforto e a velocidade de um avião a jato aos passageiros da aviação regional. Em função disso, o Fokker 100 foi um sucesso de vendas da companhia holandesa.

No Brasil, a empresa aérea TAM foi a que mais se valeu deste custo benefício. Embora a TAM tivesse se aproveitado muito das operações desta aeronave, ela deixou gosto amargo na empresa também com alguns acidentes e incidentes que, na época, começaram a levantar certas dúvidas com relação à aeronave e à própria companhia.

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As cores da TAM ilustraram os céus e os aeroportos do Brasilno Fokker 100

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O ponto de encontro da aviação brasileira.

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